"...a saudade é dor pungente morena...
a saudade mata a gente morena...."


Contraditando
Gui Oliva

Vai e vem
corda de viola,
sobe o trem
desce à plataforma,
vai e vem
do mar a marola,
com e sem
dor que não conforma.

Vai e vem
esse amor bandido,
chega e sai
sem pedir licença,
morde e assopra
mas não é banido,
lembra e esquece
essa desavença.

Vem e traz
por detrás do monte,
vai e volta vivaz,
vem e debalde
tente, não o confronte,
pois volta
e vem com saudade.


Santos/05/01/07




 


Ditando contra
Tere Penhabe

Desse amor
também tenho um
vai e vem
feito doce fole
que a viola
toca mais fundo
e a perna da gente
vai ficando mole.

Amor bandido
malcriado
atrevido
quando banido
gruda nas barrancas
como avenca
na beira do rio
pra saber o jeito
só quem já sentiu.

Amor gostoso
matreiro e safado
gingado dengoso
meu amor danado
se pensa que escapa
engano aloprado
ainda te pego
e será perdoado
vida só é vida
com você do lado.

Santos, 05.01.2007_20:48 hs



Som: A saudade mata a gente
Autores: Antonio Almeida e João de Barro
 

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